quarta-feira, 22 de julho de 2009



Undress me. Quickly. I want you so bad I’m about to faint. I want to feel you. Don’t you use disguises. Don’t try to hide it: I know you want me too. Please stay, right where you are. The room is not as dark as you’d like it to be, and I love the shadow of your body on the wall across the bed. No, no! Keep on smoking. You look so naive when you smoke, it seems you’ve just learned how to do it. Oh baby, don’t be mean! Why are you walking away from me? Let me touch you, let me run my fingernails on your back, you used to like it, remember? Ah, now we’re talking... Why don’t you surrender? It’s time to start. Your mouth is so soft, honey, I really missed it. Yeah, come closer. Don’t you look at me like that! Or is it a role playing game? You want to hurt me, fine, I’ll play the part. Take me. You see? It’s so much better when we’re together, baby. Nobody fucks me like you. No, no one. Yes, you’re the best, the one and only.
No, it is not too late. Don’t leave me again! We’re great, we’re partners! Come over, lay next to me. Baby, it’s so fine, lying here, you and I. Why throw it all away? I know she’s the mother of your kids. I’m sure they’ll miss her. Let’s just dump her body by the Great Lake in the morning, early. Tomorrow I’m gonna buy that necklace I saw on TV. Ok, baby, I’ll let you use the money to buy that awful car. But don’t you try to deceive me! You know you can’t. You’ll never leave. You need me. Shhh, calm down, just rest... Your lady is finally here.

P.S.: Imagem de Harry Weisburd,pintor americano.

sábado, 4 de julho de 2009

Saturday night blues

Às vezes eu sinto que dou mais do que posso, e que na ânsia de dar, dou até o esgotamento. Porque eu não sei ser pela metade. Não sei gostar pela metade( ou desgotar mais ou menos). E não sei se devo aprender a me conter. Devo buscar o equilíbrio e ser uma pessoa mais sensata? E se eu fizer isso e depois não me reconhecer mais? Não, me recuso a ser uma farsa. Eu sei que preciso das pessoas e dos lugares que gosto. Preciso dos meus livros e da minha música. E esse precisar tanto às vezes me aniquila. Porque preciso do externo amigável, acolhedor, receptivo para poder ser melhor. Ou mesmo ser. Porque nem mesmo o cacto pode prescindir da água. Mas para onde direcionar esse rio que borbulha em mim? Divagar em frente a uma tela em branco é também sinônimo de acolhida. Mas até aqui o rio se espalha, escorre e pinga fora do “papel”. Não me basta. Não sei ser só. Ou sei? E se lá fora o mundo me espreita, indiferente? E se eu não encontrar caminho pra tanto eu? O que farei agora é me dissolver nessa catarse de escrever pro vasto virtual desconhecido. Continuarei a precisar. A flor não se cansa do sol,ou do frio, ou da chuva. O que cansa é a apatia e pelo menos disso sei que estou livre.

quinta-feira, 2 de julho de 2009



Hoje meu coração me ultrapassou,ficou maior que a sala. Expandido, salta da varanda. Banhado pelo sol do meio dia, alcança o céu de um azul quase sem nuvens. Viaja pelas ruas, avenidas, praças, recantos. Bate no compasso da brisa. Fica cheirando à flor do jardim da casa da esquina. Quer entrar na pasta do homem que, semblante carregado, anda apressado. Quer se enroscar no cabelo que a senhorinha esconde com o lenço estampado. Quer andar na bicicleta do homem que entrega marmita. Quer brincar de boneca com a menina. Quer correr com o menino que foge, protegendo com a camisa as mangas roubadas. Quer espiar na sacola que aquele homem trouxe da padaria. Quer ler o livro que,debruçado de atenção, o rapaz lê, apoiado na janela do ônibus. Quer.Imagina.Sente. Pode?

P.S.: "Coração bobo, coração bola
Coração balão, coração São João
A gente se ilude dizendo
já não há mais coração"
(Coração bobo,Alceu Valença)

;)