Ah,a vida é tanta
a vida é muita
a vida me extrapola.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Ela se desescondia dele. O espelho dos olhos nem sempre mostra o que se quer ver. A noite se extinguiu nas cinzas do cigarro. O dia chegou e o tempo parecia não ter passado. Caminhava num sol de incertezas, mas os óculos escuros não escondiam um sorriso.
P.S.:Frase em itálico de autoria de Guimarães Rosa.
P.S.:Frase em itálico de autoria de Guimarães Rosa.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Eu me faço feito pérola na concha, aos poucos, no oco, no silêncio. O mar vai me embalando na cadência de músicas que mudam de tom. O sal me arranha com carinho, as ondas no sobe e desce dos sentidos, as marés no vai e vem dos dias. De tudo o Sol aquece, pouco da Lua se esconde. A umidade do côncavo matura as idéias, o quente do escuro que pulsa apressa decisões. A vida é, a vida me é, simplesmente, organicamente, sabiamente, sem rodeios. E o tempo segue seu curso, puxando a concha pelas correntezas.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
“O medo de amar é o medo de ser livre.” De crer ser possível ver além da casca. De se expandir e não ver o horizonte pra onde se está indo. De receber. De dar, de você, de dentro, sem verniz e sem rodeios. De se permitir arriscar e ir, mesmo sem saber o que está para se revelar. De querer, simplesmente, e até inocentemente, como se quer a comida preferida ou o descanso depois de um dia de trabalho. De abrir os olhos, a porta, a janela, os sentidos. De não entender, e mesmo assim, seguir sentindo. De estar “livre para o que der e vier”. De deixar ir, deixar-se ir ou de deixar chegar, deixar-se chegar.
P.S.: As frases em itálico são da música "O medo de amar é o medo de ser livre",cantada por Elis Regina.
P.S.: As frases em itálico são da música "O medo de amar é o medo de ser livre",cantada por Elis Regina.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Meu corpo arde por ti feito desgraça. Hoje beberia você pelo resto dos dias. A invenção que é você queima, nunca é morna, nunca se apaga. Dentro borbulha, mexe, até incomoda. A pele se ressente da ausência. O desejo se acende na lembrança. Dos humores, dos amores, do que mal sei, não é racional, mas eu entendo, e não censuro.
O sentir, o querer, perder-se, não ter rumo. Vertigem. Acorda!! Sopra o quente, que alivia(ou pelo menos, adia).
P.S.: A frase em itálico é da música "Como é gostoso",de Anelis Assumpção.
O sentir, o querer, perder-se, não ter rumo. Vertigem. Acorda!! Sopra o quente, que alivia(ou pelo menos, adia).
P.S.: A frase em itálico é da música "Como é gostoso",de Anelis Assumpção.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
.derramada.
Quantas vezes me deitei em teus lábios? Quantas vezes me despi para tuas mãos? Quantas vezes já me revelei,verso e avesso, somente para teus olhos?
Enquanto isso, teu Sol chove sobre mim através de peneiras. Pouco, mas intenso. Disperso, mas às vezes revelador. E, no entanto, continuas a viver em mim. Mas os dias têm perguntando: até quando?
Enquanto isso, teu Sol chove sobre mim através de peneiras. Pouco, mas intenso. Disperso, mas às vezes revelador. E, no entanto, continuas a viver em mim. Mas os dias têm perguntando: até quando?
domingo, 13 de junho de 2010
Here comes the sun
Ensolarar quereres. Espanar emoções. Varrer por dentro, arrumar, limpar. Respirar o sol de um novo dia. Abrir-se à brisa que brinca com as cortinas. Refletir-se à luz de um espelho mais generoso. Deixar a vida entrar, e recebê-la com um sorriso, que diz mais ou menos assim 'não importa onde você me leve, quero estar lá, presente e inteira'.
domingo, 30 de maio de 2010
Quanto mais dói, mais gostoso é. Você me desce quente feito cana barata e deixa um rastro úmido boca a fora. Feito dono, feito cão, marcando território. Meu corpo é teu playground favorito, teu hobby, teu escape. E eu me sujeito, porque essa passividade me dá prazer. Você chega quando quer, porque desejo não tem hora. E eu estou sempre aberta, sempre disposta. Quando o sangue ferve, me dá tontura e eu não sei (te) dizer não. Você me possui como se tivesse feito isso a vida toda. Depois parte, sai, sem nem se despedir. Sai levando meu cheiro, meus gemidos, minhas unhas marcadas nos braços e costas. Deixa uma saudade animalesca, selvagem, de bicho perdido, fora de seu habitat natural. Nós dois. Uma mordida, uma dor, um acordo sem palavras. E a vida, tão imprevisível quanto tuas chegadas.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
The jump
sábado, 24 de abril de 2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Vejo o dia caindo no horizonte, o sol indo deitar como foi ontem. Uma brisa fraca leva o dia embora. O mundo todo parece respirar o mesmo ar, menos eu, expectadora da rotina, tentando achar belezas novas em dias mornos de acontecimentos. Talvez meu olhar deseje ver o que ainda não existe. Talvez eu tenha que inventar, criar, fazer mover, mas minha mão não vai até onde minha mente alcança. Atados, mãos e pés, na beira do caminho que já existe, pensado, em sonho. Meu corpo vivo transpira expectativa e tédio.Mais um dia termina e eu não sei se estou perto, ou longe, do que quero ou do que sou.
sábado, 20 de março de 2010
De veias e poros abertos jorra de si seu mundo. Os sorrisos pequeninos, as lágrimas secretas (e outras nem tanto). Os sonhos que julga reveladores. A imagem nublada no espelho. Os sentires variáveis. O ontem, o hoje e o amanhã. Um ser do avesso encarando seu melhor, seu pior, e o que, mesmo sendo seu, desconhece. A vida girando num calor incessante e os dias correndo páginas no calendário. Viria uma grande mudança? Que mulher seria quando a tempestade passasse? No entanto, até gosta das vezes em que não se alcança: se sente maior. Há um conforto em saber que não se sabe. Perdida em fragmentos de si mesma que estão por rearranjar-se, se vê ora multiplicada, ora partida. E, confusa, costura a rotina.
sexta-feira, 12 de março de 2010

Se eu pedisse o impossível, seria premiada pela coragem de ter pedido? Se eu estendesse a mão, tocaria teu rosto que sai do pensamento e enevoado paira num fim de tarde qualquer? Se eu sentisse e não calasse, seguiria pelos dias velando o que sinto feito um segredo, uma relíquia, escondido num sorriso de Monalisa? Se eu me expandisse para além de mim, espalhando meu ser com tentáculos, me aumentando em outdoors, me revelando em qualquer notícia de jornal, alcançaria, chegaria aí? E se do coração nascessem flores, e se da voz doces palavras manchassem a sisudez e o confortável? E se os olhos traíssem a alma, toda cuidadosa em se mostrar aos poucos? E se as lágrimas se transformassem em enunciados, em grandes verdades caindo do rosto? E se as máscaras e armaduras não coubessem mais, e cada um fosse pra o mundo o que exatamente é?Quando as emoções levantam as ondas e golpeiam a areia, incessantes, calar não é opção.
P.S.:Imagem tirada de http://www.walkiria.com.br/shop/catalog/images/mar_revolto.jpg
domingo, 31 de janeiro de 2010

Come wander with me, through these lazy afternoons. Come wander with me, when there’s nothing to say and our silence is heavy and thicker than air. Come wander with me, take my hand and fly away from these crazy days. Let’s float down a crystal clear river, where the water is warm and there are flowers kissing the river’s borders. Let’s lay down and feel the sun’s tender touch. Come wander with me, let me read your eyes. Let the conversation flow without the whispering of the words. Let the feelings be what they are meant to be. Let yourself go, let me in. Come wander with me, love. Let’s walk destiny’s road together. Let us rule our own kingdom. Come wander with me, the moon is waiting to shine, the sun set is just minutes away, the sky is inviting us to dream along. Come wander with me, for life is a heart beat, a smile, a gaze, an embrace. Come wander with me. Today, tomorrow, forever.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Veio para me levar pra mais perto de mim. Abri a porta para uma profusão de cores,sentires,sabores,delícias. Vislumbrei um mistério embriagante, descortinei desejos. O que foi dado e o que foi recebido, num vai e vém de maré de mar bom,ainda balança no convés das lembranças. Sorriso impresso no rosto da memória. Projeção do querer espera, quase adivinhando o quando que virará um já é. Tão bom poder ser, completamente, e sentir, intensamente, o que a vida traz.





