sábado, 20 de março de 2010

De veias e poros abertos jorra de si seu mundo. Os sorrisos pequeninos, as lágrimas secretas (e outras nem tanto). Os sonhos que julga reveladores. A imagem nublada no espelho. Os sentires variáveis. O ontem, o hoje e o amanhã. Um ser do avesso encarando seu melhor, seu pior, e o que, mesmo sendo seu, desconhece. A vida girando num calor incessante e os dias correndo páginas no calendário. Viria uma grande mudança? Que mulher seria quando a tempestade passasse? No entanto, até gosta das vezes em que não se alcança: se sente maior. Há um conforto em saber que não se sabe. Perdida em fragmentos de si mesma que estão por rearranjar-se, se vê ora multiplicada, ora partida. E, confusa, costura a rotina.

2 comentários:

Márcia Leite. disse...

saudades de te ler, mujer! mas, enfim, aqui. xêrosss! :*

MADALENA MOOG disse...

Nada como a pessoa trabalhar com pirralho pra ter esses isigths, hum?

=D
Clarita tá guardada no meu coração!

\o