sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um céu azul escuro estrelado cobre o mundo. Um cheiro de existências cansadas. Um bebê chora abafado pelo som da tv. Um casal janta compartilhando um silêncio raivoso, de solidão mútua. Calada, calando, ela espera, sem saber bem o quê. A vida, um caleidoscópio, um esconde-mostra. E ela esperando. Talvez a melhor hora de entrar na dança, para não perder o passo. Talvez uma resposta, ou várias. Um suspiro de ânsia, um sorriso calado. E os sentimentos fervilhando na panela(para uma ebulição tardia?).
O ronco do ônibus. Uma discussão ao longe. Um riso perdido na noite de tantas facetas, tantas expectativas, de tanta gente espalhada, espalhando, recolhida, se mostrando. A calma chegada da meia noite. Os sonhos guardados, os novos, os revisitados, os insuspeitos, os esperados. O correr dos dias. O fechar-abrir das fases, das história, dos ciclos. O olho que cansado, ainda vê, ainda quer ver(e ser visto). A pessoa, a mulher, o ser, aqui, ali, no meio, a caminho, indo, voltando, sendo. E no coração uma expectativa de acontecimentos importantes. Virão? Não sabe. Mas quieta, sentindo, espera.

sábado, 12 de setembro de 2009



No coração não tem relógio. O tempo é uma abstração, um criação que apenas em parte depende do exterior. Os sentimentos vão e vêm, passam e ficam, ora fluidos, ora pesados feito chumbo. Mas o que se é realmente, permanece, embora à mercê das batidas. Quando passado presente e futuro entrelaçados, quando o sentir e o querer confundidos, podem tirar um coração de compasso...


Obs.: Imagem do deviantart.com