
No coração não tem relógio. O tempo é uma abstração, um criação que apenas em parte depende do exterior. Os sentimentos vão e vêm, passam e ficam, ora fluidos, ora pesados feito chumbo. Mas o que se é realmente, permanece, embora à mercê das batidas. Quando passado presente e futuro entrelaçados, quando o sentir e o querer confundidos, podem tirar um coração de compasso...
Obs.: Imagem do deviantart.com
Um comentário:
ANÁLISE PSICOLÓGICA: O texto de Clarissa termina assim, como se não terminasse, como se pudesse continuar mundo afora - igual O CASTELO, de Kafka. Clarita traz à tona um problema filosófico dos mais complexos: a temporalidade, e o discurso sentimental que, no tempo...
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