domingo, 30 de maio de 2010

Quanto mais dói, mais gostoso é. Você me desce quente feito cana barata e deixa um rastro úmido boca a fora. Feito dono, feito cão, marcando território. Meu corpo é teu playground favorito, teu hobby, teu escape. E eu me sujeito, porque essa passividade me dá prazer. Você chega quando quer, porque desejo não tem hora. E eu estou sempre aberta, sempre disposta. Quando o sangue ferve, me dá tontura e eu não sei (te) dizer não. Você me possui como se tivesse feito isso a vida toda. Depois parte, sai, sem nem se despedir. Sai levando meu cheiro, meus gemidos, minhas unhas marcadas nos braços e costas. Deixa uma saudade animalesca, selvagem, de bicho perdido, fora de seu habitat natural. Nós dois. Uma mordida, uma dor, um acordo sem palavras. E a vida, tão imprevisível quanto tuas chegadas.

segunda-feira, 24 de maio de 2010



Quero comer você. Pedaço por pedaço. Te possuir. Te consumir. Te absorver. Até que sejamos parte de um mesmo todo. Diluídos. Inseridos, instalados, perdidos. Um no outro.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

The jump


The beauty of jumping comes from the jump itself. It does not matter what may come. Bright or dark, shiny or gloomy, the next step, the following act, the environment found, everything will be perceived through the excitement of the courage. I wanted to. I needed to. I had to. So, I jumped!