domingo, 30 de maio de 2010
Quanto mais dói, mais gostoso é. Você me desce quente feito cana barata e deixa um rastro úmido boca a fora. Feito dono, feito cão, marcando território. Meu corpo é teu playground favorito, teu hobby, teu escape. E eu me sujeito, porque essa passividade me dá prazer. Você chega quando quer, porque desejo não tem hora. E eu estou sempre aberta, sempre disposta. Quando o sangue ferve, me dá tontura e eu não sei (te) dizer não. Você me possui como se tivesse feito isso a vida toda. Depois parte, sai, sem nem se despedir. Sai levando meu cheiro, meus gemidos, minhas unhas marcadas nos braços e costas. Deixa uma saudade animalesca, selvagem, de bicho perdido, fora de seu habitat natural. Nós dois. Uma mordida, uma dor, um acordo sem palavras. E a vida, tão imprevisível quanto tuas chegadas.

