segunda-feira, 24 de setembro de 2007

I´m not Madre Tereza

Espremeu os olhinhos numa expressão de aparente arrependimento.Fez uma cena,como sempre gostou de fazer.
Ouvi seu discurso eloquente por minutos.Não me comovi.Aliás,surpreendentemente,não senti nada.
Aquela amizade já estava morta e sepultada.O ex-amigo,então,me pediu perdão.
Lembrei da época do colégio de freiras,quando eu tinha medo de Deus e acreditava que devemos perdoar'não apenas 7 vezes,mas setenta vezes 7'.
Bobagem.A menininha católica já não existe mais e,since I´m not Madre Tereza,neguei o perdão.
De agora em diante,eu e o ex-amigo trocaremos 'ois' cordiais e conversas superficiais,e será suficiente.
Mais uma noite que teve um final inesperado.A vida tem essa mania de nos surpreender mesmo quando achamos que na nossa
rotina bem ajustada não cabem mais surpresas.Quero continuar a ser surpreendida.Quero não saber o que me aguarda na virada da
esquina.Me sinto bem vivendo assim.

3 comentários:

Anônimo disse...

vc está viva e isso já é um grande
milagre...todo esse movimento, esse infinito se movendo, mudando não te assusta sta poeira cósmica?

Cla disse...

sta poeira cosmica é elogio né?hehe
assusta sim,mas mais fascina que assusta,e prefiro continuar vivendo e me fascinando!

Igor Von Richthofen disse...

Madre teresa n devia se preocupar com esquinas. hehheeh