domingo, 10 de fevereiro de 2008

Aqueles olhos

Negros,como a noite mais escura.Quase negros,castanho escuros.Ora profundos,feito poço sem água.Ora leves,superficiais,maçã que brilha na fruteira.Maiores que ele,quase ultrapassando-o ou menores,escondidos,escondendo.Olhos de radar,esquadro,régua,análise.Olhos em festa,sorriso,confraternização,complacência.Olhos infantis,abertos,dispostos,alegres,quase inocentes.Olhos sedutores,mistério,palavras,histórias e a fumaça do cigarro que desenhava figuras disformes.Olhos que guardam mundos,e mares,e rios de correnteza rebelde,e promessas.Olhos nos quais gostaria de mergulhar novamente,sem pressa.Olhos que me são negados,que encontro, furtivos,que passam.Olhos que pressinto,que invoco,que desejo e que,no entanto,estão fora de alcance,mas não fora de foco.Permanecem.Perto,longe,dentro.

2 comentários:

Igor Von Richthofen disse...

Arranca esses olhos e joga fora!

Lau Siqueira disse...

eita zoi�o danado! :)