Memória amarelada, feito fotografia velha. Então o céu varreu as nuvens do horizonte, a chuva parou e o sol apareceu tímido, enquadrado num cantinho. Pousou a caneca na mesinha. Arrumou rosto e cabelos apressadamente, espiando no espelho do corredor. Em meia hora, o trem dele partiria. E antes que a lembrança se desintegrasse ali, corroída pelo que passou, saiu. Ainda há tempo, ainda há espaço, pensou. E desta vez teve certeza, pois recebera o sinal: a chuva veio e subitamente cessou,como quando o viu pela primeira vez.
6 comentários:
:)
Meu nome é Clarissa Marinho também. Gostei desse texto.
beijos
Muito bom o texto! Você tem uma escrita uniforme, um ritmo forte... duas coisas estruturantes para a construção literaria.
bj
Achei boa a frase da Clarice Lispector no seu perfil.
texto misterioso... fico aqui pensando se o trem dele parte de algum lugar para chegar até ela, que o espera na estação... ou se o trem dele parte para longe dela.
Quando li esse daqui me lembrei d'Antes do Amanhecer, quando desço mais um pouco, lá vem a presença do filme. E ainda uma outra coincidência: também revi o filme dia desses. Ele é apaixonante!
Beijo pra tu!
=*
Oi, clarissa
Muito bom! o fluxo, a descrição, vc criou um ambiente tão intimo q o leitor consegue visualizar a cena e seguir o fluxo q a narradora coloca. Parabéns.
Dia desses fiz um comentário sobre as imagens do texto q falava das máscaras, mas esqueci de me identificar. O meu nome é Brisa.
Até mais
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