E continua a fluir, dentro de mim, essa força que se dilui em rios vários, que se perde em seus próprios contornos, mas retorna e permanece, ainda que mudada, ecoando.
Nas paredes brancas da casa o som passeia e a imagem refletida no espelho brinca de reconhecer a si mesma, já sabendo a resposta. Os dias carregam a poeira dos descuidos, das entrelinhas, do achar que é, sem ser, ou sendo. Fora, a representação vive alimentada dos vôos internos, e nem sempre se completa a rota. Daí é um voltar que conta o tempo que relógio nenhum marca, para sair depois, e continuar. Vivendo.
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