segunda-feira, 28 de junho de 2010

“O medo de amar é o medo de ser livre.” De crer ser possível ver além da casca. De se expandir e não ver o horizonte pra onde se está indo. De receber. De dar, de você, de dentro, sem verniz e sem rodeios. De se permitir arriscar e ir, mesmo sem saber o que está para se revelar. De querer, simplesmente, e até inocentemente, como se quer a comida preferida ou o descanso depois de um dia de trabalho. De abrir os olhos, a porta, a janela, os sentidos. De não entender, e mesmo assim, seguir sentindo. De estar “livre para o que der e vier”. De deixar ir, deixar-se ir ou de deixar chegar, deixar-se chegar.

P.S.: As frases em itálico são da música "O medo de amar é o medo de ser livre",cantada por Elis Regina.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Meu corpo arde por ti feito desgraça. Hoje beberia você pelo resto dos dias. A invenção que é você queima, nunca é morna, nunca se apaga. Dentro borbulha, mexe, até incomoda. A pele se ressente da ausência. O desejo se acende na lembrança. Dos humores, dos amores, do que mal sei, não é racional, mas eu entendo, e não censuro.
O sentir, o querer, perder-se, não ter rumo. Vertigem. Acorda!! Sopra o quente, que alivia(ou pelo menos, adia).

P.S.: A frase em itálico é da música "Como é gostoso",de Anelis Assumpção.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

.derramada.

Quantas vezes me deitei em teus lábios? Quantas vezes me despi para tuas mãos? Quantas vezes já me revelei,verso e avesso, somente para teus olhos?
Enquanto isso, teu Sol chove sobre mim através de peneiras. Pouco, mas intenso. Disperso, mas às vezes revelador. E, no entanto, continuas a viver em mim. Mas os dias têm perguntando: até quando?

domingo, 13 de junho de 2010

Here comes the sun

Ensolarar quereres. Espanar emoções. Varrer por dentro, arrumar, limpar. Respirar o sol de um novo dia. Abrir-se à brisa que brinca com as cortinas. Refletir-se à luz de um espelho mais generoso. Deixar a vida entrar, e recebê-la com um sorriso, que diz mais ou menos assim 'não importa onde você me leve, quero estar lá, presente e inteira'.

domingo, 30 de maio de 2010

Quanto mais dói, mais gostoso é. Você me desce quente feito cana barata e deixa um rastro úmido boca a fora. Feito dono, feito cão, marcando território. Meu corpo é teu playground favorito, teu hobby, teu escape. E eu me sujeito, porque essa passividade me dá prazer. Você chega quando quer, porque desejo não tem hora. E eu estou sempre aberta, sempre disposta. Quando o sangue ferve, me dá tontura e eu não sei (te) dizer não. Você me possui como se tivesse feito isso a vida toda. Depois parte, sai, sem nem se despedir. Sai levando meu cheiro, meus gemidos, minhas unhas marcadas nos braços e costas. Deixa uma saudade animalesca, selvagem, de bicho perdido, fora de seu habitat natural. Nós dois. Uma mordida, uma dor, um acordo sem palavras. E a vida, tão imprevisível quanto tuas chegadas.

segunda-feira, 24 de maio de 2010



Quero comer você. Pedaço por pedaço. Te possuir. Te consumir. Te absorver. Até que sejamos parte de um mesmo todo. Diluídos. Inseridos, instalados, perdidos. Um no outro.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

The jump


The beauty of jumping comes from the jump itself. It does not matter what may come. Bright or dark, shiny or gloomy, the next step, the following act, the environment found, everything will be perceived through the excitement of the courage. I wanted to. I needed to. I had to. So, I jumped!