"À flor dos lábios, a alma". Tudo que dói, tudo que sangra, tudo que pulsa, pode transbordar. Tudo que é, pedindo toque. Tudo que falta, pedindo voz. Tudo que sobra, pedindo espaço. Da boca pro beijo da vida. No beijo o quente do querer, o bafo morno do que lá dentro cozinhava. Pegue, toque, leve. A abertura dos lábios sopra um tímido sim. É meu e seu, agora. Não mais me cabe guardar tudo. Carregue consigo essa expressão, esse grito, esse ai, esse suspiro, essa vontade. Porque quando sai, o vento leva, o acaso impulsiona, a ocasião revela, o querer, ressoando, junta. À flor dos lábios, a alma. Uma pequena-grande amostra. Uma revelação. Uma janela semi aberta. Deixa entrar, deixa ver, deixa levar, deixa fluir. É tempo. A natureza impondo, com sol forte e lua de céu imenso, anuncia. É tempo de deixar o rio correr.
P.S.: A frase entre aspas(talvez não exatamente transcrita) eu ouvi, há pouco, num filme e acabou sendo o mote do textinho. =)
Um comentário:
Os teus textos são bem "sinta!". E isso faz de tu a pessoa que sente e faz sentir. "À flor dos lábios, a alma" é um mote lindo pr'um texto.
Xero.
P.S.: Abri os comentários nos blogs. =}
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