sábado, 24 de abril de 2010



Que noite bonita essa
dos meus sonhos que nunca invernam.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Vejo o dia caindo no horizonte, o sol indo deitar como foi ontem. Uma brisa fraca leva o dia embora. O mundo todo parece respirar o mesmo ar, menos eu, expectadora da rotina, tentando achar belezas novas em dias mornos de acontecimentos. Talvez meu olhar deseje ver o que ainda não existe. Talvez eu tenha que inventar, criar, fazer mover, mas minha mão não vai até onde minha mente alcança. Atados, mãos e pés, na beira do caminho que já existe, pensado, em sonho. Meu corpo vivo transpira expectativa e tédio.Mais um dia termina e eu não sei se estou perto, ou longe, do que quero ou do que sou.

sábado, 20 de março de 2010

De veias e poros abertos jorra de si seu mundo. Os sorrisos pequeninos, as lágrimas secretas (e outras nem tanto). Os sonhos que julga reveladores. A imagem nublada no espelho. Os sentires variáveis. O ontem, o hoje e o amanhã. Um ser do avesso encarando seu melhor, seu pior, e o que, mesmo sendo seu, desconhece. A vida girando num calor incessante e os dias correndo páginas no calendário. Viria uma grande mudança? Que mulher seria quando a tempestade passasse? No entanto, até gosta das vezes em que não se alcança: se sente maior. Há um conforto em saber que não se sabe. Perdida em fragmentos de si mesma que estão por rearranjar-se, se vê ora multiplicada, ora partida. E, confusa, costura a rotina.

sexta-feira, 12 de março de 2010



Se eu pedisse o impossível, seria premiada pela coragem de ter pedido? Se eu estendesse a mão, tocaria teu rosto que sai do pensamento e enevoado paira num fim de tarde qualquer? Se eu sentisse e não calasse, seguiria pelos dias velando o que sinto feito um segredo, uma relíquia, escondido num sorriso de Monalisa? Se eu me expandisse para além de mim, espalhando meu ser com tentáculos, me aumentando em outdoors, me revelando em qualquer notícia de jornal, alcançaria, chegaria aí? E se do coração nascessem flores, e se da voz doces palavras manchassem a sisudez e o confortável? E se os olhos traíssem a alma, toda cuidadosa em se mostrar aos poucos? E se as lágrimas se transformassem em enunciados, em grandes verdades caindo do rosto? E se as máscaras e armaduras não coubessem mais, e cada um fosse pra o mundo o que exatamente é?Quando as emoções levantam as ondas e golpeiam a areia, incessantes, calar não é opção.

P.S.:Imagem tirada de http://www.walkiria.com.br/shop/catalog/images/mar_revolto.jpg

domingo, 31 de janeiro de 2010


Come wander with me, through these lazy afternoons. Come wander with me, when there’s nothing to say and our silence is heavy and thicker than air. Come wander with me, take my hand and fly away from these crazy days. Let’s float down a crystal clear river, where the water is warm and there are flowers kissing the river’s borders. Let’s lay down and feel the sun’s tender touch. Come wander with me, let me read your eyes. Let the conversation flow without the whispering of the words. Let the feelings be what they are meant to be. Let yourself go, let me in. Come wander with me, love. Let’s walk destiny’s road together. Let us rule our own kingdom. Come wander with me, the moon is waiting to shine, the sun set is just minutes away, the sky is inviting us to dream along. Come wander with me, for life is a heart beat, a smile, a gaze, an embrace. Come wander with me. Today, tomorrow, forever.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Constatação

Mesmo com chuva trovão relâmpago
Ando florindo por dentro

terça-feira, 5 de janeiro de 2010


Veio para me levar pra mais perto de mim. Abri a porta para uma profusão de cores,sentires,sabores,delícias. Vislumbrei um mistério embriagante, descortinei desejos. O que foi dado e o que foi recebido, num vai e vém de maré de mar bom,ainda balança no convés das lembranças. Sorriso impresso no rosto da memória. Projeção do querer espera, quase adivinhando o quando que virará um já é. Tão bom poder ser, completamente, e sentir, intensamente, o que a vida traz.