quarta-feira, 25 de junho de 2008

Até quando terás, minha alma, esta doçura,
este dom de sofrer, este poder de amar,
a força de estar sempre - insegura - segura
como a flecha que segue a trajetória obscura,
fiel ao seu movimento, exata em seu lugar...?
(Cecília Meireles)

2 comentários:

Alexandre Henrique disse...

Eu olho pra este texto e imagino a Cecília, encarando o infinito, e descobrindo que ele não é preciso, a ao mesmo tempo único, um inteiro dentro de algo sem limites.
Belo texto.

João Jales disse...

Até quando for preciso. Só o tempo nos diz. Só a dor nos sussura. Só o amor nos grita esse mal/bendito tempo.