terça-feira, 17 de junho de 2008


De tua boca bebi sedes antigas
Que sufocavas com a couraça dos anos
Com minha boca ofereci suspiros
Cavernas úmidas abertas de desejo
Dois corpos um corpo dois um um dois
Revelada prévia intimidade frágil
Feito a bolha que como cápsula
Nos encerrou pelo tempo impalpável
Daquelas horas

5 comentários:

Camilla Tebet disse...

Putz, voltou com tudo hein? Muito bom vir aqui e ver tantas coisas novas. Vou te confessar: sou burra ao ler poesia, portanto burra ao comentar. Mas achei lindo. Sede antigas de apenas horas.... Lindo mesmo.
beijos

Anônimo disse...

que delícia! gostei da parte do dois, 1, um, 2... essa loucura toda.

Márcia Leite. disse...

"Matando a sede na saliva."

Mui lindo!

=*
=)

Tio Aderbal disse...

Tio aderbal ficou no minimo umedecido

Abs

http://palavrasdotioaderbal.blogspot.com/

Alexandre Henrique disse...

A intimidade realmente é obscura. O espaço-tempo desaparece,tudo se torna frágil,que depende muito das cores, é incrível como um momento pode se manter por qualquer que seja o tempo nesta forma. Escrever deve ser um pouco disto também.
Adorei o texto, parabéns.